25
SET
2017

Lacuna deixada por Aécio em MG

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pouco mais de um ano das eleições, o PSDB de Minas busca um nome para enfrentar nas urnas o governador Fernando Pimentel (PT), que disputará um novo mandato.

A primeira opção é o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), que não quer concorrer. Ex-governador do Estado, o tucano tem a bênção da cúpula do partido e agrada siglas aliadas –mas descarta trocar o certo pelo duvidoso.

Anastasia tem ainda quatro anos de mandato no Senado e, se eleito, teria que administrar um Estado com deficit previsto até 2019. “O senador é uma candidatura natural, mas não é a única alternativa”, diz o deputado federal Domingos Sávio (PSDB-MG), presidente do PSDB mineiro.

“Mesmo sem ele, não é impossível uma aliança ampla das oposições. O que deve nos unir é um projeto de mudança para Minas Gerais.”

O objetivo de Sávio é amarrar PP, DEM, PTB e até a ala do PMDB que defende uma ruptura com Pimentel –hoje os peemedebistas integram o governo. “Sem candidato não vamos ficar”, diz.

Os tucanos mineiros ainda se recuperam do impacto causado pela delação da JBS, que acusou o senador Aécio Neves (PSDB-MG), maior cacique do Estado, de receber propina e levou à prisão de sua irmã, Andrea Neves.

Aécio chegou a ser afastado do Senado e deixou a presidência nacional do PSDB, mas, ao recuperar o mandato e ter dois pedidos de prisão negados, a orientação de distanciá-lo das decisões políticas no Estado arrefeceu.

“Aécio estará participando conosco”, diz Sávio. “Ele está seguro e tem transmitido para nós que provará, bem antes do processo eleitoral, que não cometeu crime algum.”

CANDIDATOS

O PSDB admite possibilidades entre a bancada federal e até mesmo entre outros partidos, como o ex-deputado estadual Dinis Pinheiro (PP) e o deputado federal Rodrigo Pacheco (PMDB).

“Tenho conversado com Pacheco, que é jovem, teve um bom desempenho na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e também na eleição municipal em BH”, diz o deputado estadual João Vítor Xavier, secretário-geral do PSDB em Minas.

Aliado do vice-governador Antônio Andrade (PMDB), Pacheco integra a corrente que prega uma candidatura própria do partido em vez de apoiar a reeleição de Pimentel.

“Não desconsidero a possibilidade de conversarmos com outros partidos para trazê-los dentro de um campo de coalizão de alternativa”, afirma Pacheco.

Pinheiro, por sua vez, já visitou mais de 70 cidades do interior neste ano e concorreu a vice-governador em 2014, numa chapa com o PSDB.

“A eleição está muito distante. Não é questão de nome agora. O Estado não está bom desse jeito e o sentimento mais forte é de mudança”, diz.

Embora diga que “não busca cargo, mas missão”, Pinheiro já recebeu propostas para se filiar ao DEM e ao PTB. Para ele, “a questão partidária deve ser secundária”.

Outro nome no radar tucano é Márcio Lacerda (PSB), ex-prefeito de Belo Horizonte e pré-candidato ao governo, que também tem percorrido o Estado.

Para o deputado federal Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), no entanto, o PSDB deve ser protagonista. “Eventuais desgastes podem perfeitamente ser explicados no decorrer da campanha. Não há razão para não ter candidato.”

O anúncio de nomes, contudo, é precipitado. O Congresso ainda votará as regras da próxima eleição e políticos podem trocar de partidos.

“Não é uma imposição que o PSDB seja cabeça de chapa, mas uma candidatura à Presidência precisará de uma candidatura afinada em Minas”, diz Sávio.

Por outro lado, Pimentel sofre desgaste com denúncias na Operação Acrônimo. Se condenado, perde o cargo e, mesmo antes, pode ser afastado pelo Superior Tribunal de Justiça. Ele nega acusações.

Para Pacheco, a descrença na política “freia os ímpetos de crítica” da oposição, que também precisa “corrigir problemas dentro de casa”.

Com informações da Folhapress.

 

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